Após concessão de subsídios ao diesel, mercado sobe estimativa de rombo fiscal para R$ 151 bilhões neste ano

Após concessão de subsídios ao diesel, mercado sobe estimativa de rombo fiscal para R$ 151 bilhões neste ano

Expectativa para o déficit primário do governo em 2018 passou de R$ 138,5 bilhões para R$ 151,1 bilhões após greve dos caminhoneiros, que gerou aumento de gastos para baixar preço do diesel.

Analistas de instituições financeiras elevaram a previsão para o déficit primário das contas públicas neste ano para R$ 151,192 bilhões.

A estimativa está no mais recente levantamento feito pelo Ministério da Fazenda e divulgado nesta quinta-feira (14) dentro do chamado “Prisma Fiscal”.

No levantamento anterior, divulgado em maio, os economistas previam que o rombo das contas públicas neste ano ficaria em R$ 138,543 bilhões.

O rombo, ou déficit primário, ocorre quando as despesas do governo superam as receitas com impostos e tributos em um ano. Por ser primário, ele não considera os gastos com pagamento dos juros da dívida pública.

Greve dos caminhoneiros e concessão de subsídios ao diesel

A piora na expectativa para o rombo das contas do governo neste ano acontece após a greve dos caminhoneiros, movimento que durou 11 dias. A paralisação da categoria gerou uma crise no abastecimento em todo o país e falta de diversos produtos como, por exemplo, gás de cozinha, combustível nos postos, alimentos nos supermercados e querosene nos aeroportos.

Meta fiscal e ano de 2019

Apesar da piora, a estimativa do mercado financeiro é inferior à meta para o resultado das contas públicas autorizada pelo Congresso e que o governo precisa perseguir neste ano, que é de rombo de até R$ 159 bilhões.

Portanto, apesar da elevação na previsão de déficit, os analistas creem que o governo vai conseguir cumprir a meta fiscal de 2018.

Para 2019, o mercado financeiro subiu de R$ 105,929 bilhões para R$ 117,875 bilhões a previsão para o rombo das contas públicas.

A nova estimativa segue abaixo da meta fiscal do governo para o ano que vem, que é de déficit primário de até R$ 139 bilhões.

Fonte: G1

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