BSBios eleva produção para continuar líder em biodiesel

BSBios eleva produção para continuar líder em biodiesel

(Coluna do Broadcast)

 A gaúcha BSBios se diz preparada para atender à demanda gerada pelo aumento da mistura de biodiesel no diesel e não colocar em risco sua liderança no setor. Desde ontem (1.º), a mistura passou de 11% (B11) para 12% (B12). Os investimentos começaram em 2019 e serão concluídos em maio, quando a capacidade de produção será 43% maior. A ampliação das unidades de Passo Fundo (RS), onde a empresa surgiu, e de Marialva (PR) consumiu R$ 70 milhões, de olho tanto no B12 quanto em um possível aumento da mistura para 13% em 2021. A fábrica paranaense já opera com capacidade de 1.150 metros cúbicos de biodiesel por dia, ante 800 m³ no início de 2019. Já a de Passo Fundo chegará ao mesmo volume em dois meses. Erasmo Battistella, presidente da BSBios, lembra que o mercado está cada vez mais competitivo e pulverizado – são muitas empresas e, recentemente, a JBS anunciou novo investimento no setor –, mas não teme a concorrência. Se em 2019 o mercado de biodiesel foi de 5,84 bilhões de litros, com o B12 a estimativa é de que chegue a quase 7 bilhões de litros. “Trabalhamos para manter a participação de 11% a 12% alcançada nos últimos anos”, afirma. » A mil. No primeiro leilão de biodiesel considerando o novo porcentual de mistura, em fevereiro, a BSBios vendeu 117 mil m³, ou 10% do total, o maior volume entre as concorrentes. Para atender à demanda, deve adquirir mais soja e óleo vegetal ao longo do ano, e a safra recorde que o Brasil está colhendo em 2019/2020 vem a calhar. O que falta, diz Battistella, é uma reforma tributária que estimule o aumento do processamento no País. “O Brasil exporta quase 70% da soja em grão. A China, nosso maior comprador, diminuiu tarifas sobre a soja norte-americana, e isso pode causar um solavanco no mercado”, diz o executivo.

» Mais verde. A empresa também entrará no segmento dos Créditos de Descarbonização (CBios) do Renovabio, após obter certificação em novembro. A unidade de Passo Fundo poderá emitir um CBio para cada 370,9 litros de biodiesel, e a de Marialva, um para cada 372,3 litros. A expectativa, por ora, é moderada, segundo Battistella. “Devemos ter uma grande oferta de CBios, tanto no segmento de biodiesel quanto no sucroalcooleiro, e ainda não há como dimensionar qual será a demanda efetiva por eles”, diz.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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