Caminhões apreendidos no interior reforçam esquema da Canabrava

Caminhões apreendidos no interior reforçam esquema da Canabrava

Novo caso de transporte irregular de combustível deixa em evidência as irregularidades que envolvem a Canabrava. Três caminhões-tanque com um total de 135 mil litros de etanol hidratado foram apreendidos no Norte Fluminense por falta de licença ambiental. A nota fiscal do produto emitida pela usina era endereçada à Paranapanema, distribuidora que seria ligada ao grupo.

Os três veículos foram flagrados na RJ 224, na altura de Campos dos Goytacazes. Cada um levava 45 mil litros e o total da carga foi avaliado em mais de R$ 356 mil. Segundo fontes que participaram da operação, as carretas não traziam licença ambiental obrigatória emitida pelo Inea. O caso foi encaminhado à 146ª DP (Guarus – Campos).

O destino do combustível era a Paranapanema, distribuidora com sede em Duque de Caxias. O DIA apurou com representantes do setor de distribuição que a empresa foi aberta no ano passado para tentar desviar o foco das fiscalizações da Minuano, outra distribuidora da Baixada Fluminense. As duas companhias já tiveram caminhões apreendidos com etanol sem nota fiscal.

A Minuano está no nome de Roxane Arleze Luppi De Oliveira, que vem a ser mãe de Rodrigo Luppi, gestor e arrendatário da Canabrava. Rodrigo é acusado pela 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias por crimes contra a ordem econômica. Passou oito anos sem se apresentar à Justiça. Ele e o pai, Dirceu Luppi (conhecido como Major Dirceu), foram apontados por uma CPI da Câmara dos Deputados de 2003 como “os maiores adulteradores de combustível do país”.

As três grandes distribuidoras do país – Petrobras (BR), Raízen (Shell) e Ipiranga – acusam a Canabrava de ter fornecido o etanol no maior caso de apreensão de combustível adulterado no país, em 2016: 16 milhões de litros misturados com metanol, produto tóxico e que pode ser letal. A usina chegou a ser interditada duas vezes pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Fonte: O Dia

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