Demanda por diesel dá sinais de reativação da economia, diz BR Distribuidora

Demanda por diesel dá sinais de reativação da economia, diz BR Distribuidora

A demanda por diesel voltou aos níveis pré-crise e dá sinais de que a economia está se reativando, disse há pouco o presidente da BR Distribuidora, Rafael Grisolia. Já no caso do mercado do Ciclo Otto (veículos que rodam com gasolina e/ou etanol), as vendas também melhoraram, mas ainda estão 15% abaixo dos patamares anteriores à pandemia da covid-19.


Os volumes de venda do derivado caíram 25% na última semana de março em relação à média diária acumulada desde o início do primeiro trimestre.
Em abril, os volumes foram cerca de 5% inferiores à média pré-crise e, em maio, já estavam 3% acima do nível anterior à pandemia da covid-19.
“Dá otimismo ver o diesel voltando aos níveis pré-crise. O diesel é antecedente do PIB, é uma indicação de que a economia começa a se reativar”, afirmou o executivo, durante teleconferência com investidores sobre os resultados do primeiro trimestre. Já no caso do ciclo Otto, a queda era de 55% no fim de março, de 28% em abril e de 22% em maio.
Grisolia disse que a companhia optou por repassar de forma rápida aos postos os reajustes da Petrobras, nas refinarias, para garantir a saúde financeira da rede de revenda.
“Tentamos o máximo possível ter agilidade na passagem desse custo de refinaria, até numa velocidade mais rápida que a dos concorrentes, em geral. Estamos preocupados em garantir a saúde financeira da rede de revenda”, afirmou o executivo.


Segundo ele, contudo, a empresa mantém o monitoramento da concorrência. “Temos que acompanhar o que o mercado está fazendo, para manter a competitividade da rede frente aos concorrentes”, disse.
Sobre o relacionamento com a rede de postos, Grisolia afirmou que, num primeiro momento, com a eclosão da crise desencadeada pela pandemia da covid-19, houve um pico inicial de inadimplência por parte da rede de revendedores.

De acordo com o executivo, no entanto, nos últimos 20 dias o ambiente está “mais negociável”. Para ler esta notícia, clique aqui.

Fonte: Valor Econômico

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