Diesel pode levar Caixa a adiar oferta da Petrobrás

Diesel pode levar Caixa a adiar oferta da Petrobrás

A Caixa Econômica Federal pode adiar a oferta de ações (follow on) da Petrobrás que a instituição financeira tem em carteira. Após a forte queda dos papéis da petroleira gerada pela decisão do presidente Jair Bolsonaro de conter o aumento do preço do diesel, a receita potencial do banco nessa operação de venda caiu em quase R$ 900 milhões, diminuindo a oferta para R$ 8,4 bilhões. Pela cotação registrada uma semana antes, quando os bancos assessores foram contratados para tocar a operação, a cifra passaria dos R$ 9,3 bilhões. Essa redução de valor tem preocupado a direção do banco e o adiamento da oferta para um momento mais favorável não é descartado. A Caixa detém 2,28% do capital da estatal, sendo 3,24% em ações ordinárias e 0,99% das preferenciais.

» Fogo amigo. A oferta de ações era esperada para maio. Por ora, nenhuma decisão de adiamento foi tomada. A recomendação é acompanhar o comportamento dos papéis até lá. Se o momento não for favorável, a Caixa não descarta postergar a operação. Os responsáveis pela oferta dos papéis da Petrobrás foram contratados há uma semana. Além da própria Caixa, que está focada em reforçar o seu braço de banco de investimentos, foram selecionados Bank of America Merril Lynch (BofA), na condição de líder, Morgan Stanley, UBS e XP Investimentos. » Também aceitamos. A Ticket, do setor de benefícios, firmou parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Com o acordo, a empresa amplia a sua rede de atendimentos que passa a contar com hospitais e não apenas clínicas. No ano passado, a Ticket, do grupo francês Edenred, passou a ter um novo sócio no Brasil, o Itaú Unibanco, que adquiriu 11% da empresa, em meio ao posicionamento dos grandes bancos no setor de benefícios.

» Defensiva. O Santander Brasil fez mais uma ofensiva para defender sua posição de nº 1 no crédito a veículos – título que tem sido cobiçado pelos concorrentes, especialmente o Itaú Unibanco. O banco espanhol começou a liberar os recursos do crédito aprovado também aos finais de semana, período que concentra 20% das vendas neste segmento.

» Chave na mão. Com a novidade do Santander, o cliente pode sair da loja motorizado. Para que isso seja possível, além de o tomador ter seu risco aprovado pelo banco, a revendedora também precisa ser correntista do Santander para os recursos serem depositados na conta da loja fora do dia útil. A decisão de entregar o veículo ao comprador, porém, está nas mãos do revendedor.

» Missão dada. Para cumprir a projeção de alcançar R$ 12 bilhões em transações neste ano em seu marketplace, a Bionexo, empresa de tecnologia do segmento de gestão em saúde, criou em São José dos Campos (SP) um novo centro de desenvolvimento. A estrutura recebeu investimento de R$ 1 milhão. A plataforma de comércio da companhia conecta 1.600 instituições de saúde e mais de 10 mil fornecedores.

» Dois dígitos. O mercado de seguros emplacou expansão de 12,7% no primeiro bimestre do ano, totalizando faturamento de R$ 39,4 bilhões ante o mesmo período de 2018, sem considerar os segmentos de saúde e DPVAT (seguro obrigatório), conforme a Confederação Nacional de Seguradoras (CNseg). Tal crescimento foi possível, principalmente, por conta do empurrãozinho dos segmentos de seguros patrimoniais, com alta de 19,5%, e de pessoas, com 16,51%.

» Nada de reforma. Um dos motores para o crescimento do setor de pessoas, os planos de previdência e VGBL chegaram ao patamar de R$ 17,2 bilhões, respondendo por 43% do total das receitas setoriais. De janeiro a fevereiro, a modalidade que mais avançou foi a contratada por quem declara o Imposto de Renda no formato simplificado (VGBL), com elevação de 17,85% no período. O motivo? A base fraca de comparação uma vez que o segmento foi penalizado pela antecipação da agenda eleitoral no início de 2018. » Easter sale. Muitas empresas usarão a estratégia do desconto para atrair consumidores nessa Páscoa. Uma pesquisa com 1,2 mil empresários feita pela Boa Vista mostrou que 43% deles irão conceder descontos em seus produtos para garantir o aumento nas vendas, 42% pretendem facilitar o pagamento por meio do parcelamento e 15% farão promoções na reta final das vendas.

» Coelhinho otimista. Com essas estratégias para tentar alavancar o movimento, 40% dos entrevistados apostam em crescimento nas vendas, 38% acham que o consumidor vai gastar mais e 16% devem contratar mão de obra temporária este ano para atender a maior demanda prevista no período de Páscoa.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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