ECB acerta venda de 1 bilhão de litros de diesel “verde” para a BP

ECB acerta venda de 1 bilhão de litros de diesel “verde” para a BP

O ECB Group, grupo que controla a maior companhia de biodiesel do Brasil, fechou com a petroleira britânica BP o primeiro acordo comercial de venda de diesel e do querosene “verdes” (HVO e SPK). A produção será na fábrica que o grupo vai construir no Paraguai. O contrato envolve a entrega de 1 bilhão de litros de biocombustíveis por cinco anos, a partir de 2024, quando a unidade deverá entrar em operação.

A companhia de biocombustíveis do empresário gaúcho Erasmo Carlos Battistella não divulgou o valor do contrato. Pelos preços atuais, a venda para a BP deve assegurar uma receita de mais de US$ 1 bilhão para a Omega Green, unidade de negócio criada pelo ECB Group para gerir o projeto no Paraguai.

A assinatura ocorreu no último dia 5. Em entrevista ao Valor, Battistella afirmou que o acordo atesta a viabilidade comercial desses biocombustíveis e, com isso, deve abrir portas para a atração de sócios para o Omega Green.

O empresário tem conversado com potenciais investidores desde o ano passado e espera que a comprovação da viabilidade comercial do projeto acelere as tratativas. “Já estamos em conversas avançadas com investidores globais”, assegurou. O ECB busca um sócio para apoiar no investimento da planta, estimado em US$ 800 milhões.

Battistella disse que “pelas próximas semanas” deve anunciar novos contratos de venda de HVO e SPK com outros clientes de porte global. “Devemos chegar a mais de 90% da capacidade de volume comercializada”, disse.

O diesel e o querosene “verdes” são produzidos a partir da soja e têm a mesma molécula que os combustíveis produzidos a partir do petróleo. Com isso, eles podem ser utilizados tanto como mistura do diesel e querosene fósseis como diretamente nos tanques, sem mistura, dependendo das regulamentações de cada mercado.

Entre os mercados que aceitam o uso do diesel e do querosene verdes estão a União Europeia, o Reino Unido, o Canadá e os Estados Unidos. Na Europa, algumas petroleiras já entraram na produção de HVO e SPK, entre elas a francesa Total e a italiana Eni.


Fonte: Valor Econômico

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