Economia cresceu 1,04% em 2017, segundo índice do BC

Economia cresceu 1,04% em 2017, segundo índice do BC

Após dois anos de queda, a economia brasileira voltou a crescer em 2017. O índice do Banco Central que mede a atividade econômica do país (IBC-Br) mostrou que a expansão foi de 1,04% no ano passado. O número veio melhor do que esperavam os analistas do mercado financeiro por causa dos dados de dezembro. Isso fez alguns economistas se animarem para esperar um índice oficial ainda maior para o ano passado por causa dos bons resultados recentes dos setores de serviços e indústria.

O cálculo do Banco Central é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O número oficial do PIP de 2017 só deve ser divulgado no mês que vem pelo IBGE. A expectativa dos analistas do mercado financeiro é que o órgão confirme um crescimento de 1,01%.

— Pode estar apontando uma aceleração porque, se o IBGE confirmar um quarto trimestre tão forte, o crescimento em 2017 pode ter sido até maior do que esse 1% que o mercado projeta para o ano passado. Eu fui surpreendido — conta o economista-chefe da corretora Gradual, André Perfeito.

Segundo o BC, houve uma alta de 1,41% da atividade apenas em dezembro. Isso acelerou o crescimento do quarto trimestre do ano, cuja expansão foi de 1,26%. O número revela que a economia acelerou no fim do ano: é mais que o dobro do observado no trimestre anterior.

De acordo com a equipe econômica, um dos fatores que impulsionaram a retomada do crescimento no ano passado foi a liberação do dinheiro de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida injetou cerca de R$ 44 bilhões na economia. Isso movimentou o comércio e o setor de serviços.

A expectativa dos analistas é que o Brasil acelere o crescimento daqui para frente. A aposta é que a alta seja de 2,8% neste ano e de 3% em 2019.

Alberto Ramos, economista-chefe para a América Latina do Banco Goldman Sachs, também ficou surpreso com o índice do BC. Para ele, o cenário que tem permitido a alta da atividade nos últimos meses envolve baixa inflação, condições de crédito menos rigorosas, recuperação gradual do investimento privado (após queda de três anos) e melhora da confiança dos consumidores e das empresas, o que aumenta empregos formais.

ABAIXO DO NÍVEL PRÉ-CRISE

No entanto, mesmo com esse crescimento mais acelerado nos próximos dois anos, o país ainda não voltará ao mesmo nível anterior à crise. Com um ajuste sazonal, os dados do BC mostram que a atividade do Brasil chegou ao auge em dezembro de 2013, quando o IBC-Br atingiu 148,8 pontos. A queda acumulada nessa metodologia foi de 6,29% até o fim do ano passado. Nos dados sem ajuste sazonal, o tombo foi ainda maior: 10,3%.

Fonte: O Globo

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