Economia registra abertura de 137 mil vagas no país em setembro

Economia registra abertura de 137 mil vagas no país em setembro

Foram criados no Brasil, em setembro, 137.336 empregos com carteira assinada, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. Esse é o melhor resultado para o mês desde setembro de 2013, quando o saldo da abertura de vagas formais foi de 211.068. Para especialistas, os números são positivos, apesar da lenta recuperação da economia.

—É um início de recuperação gradual do mercado de trabalho. Os setores estão voltando a contratar, talvez não na velocidade em que se gostaria, mas a atividade econômica não tem performado como gostaríamos —disse o economista Hélcio Takeda, da consultoria Pezco.

No ano passado, no mesmo mês, foram abertas 34.392 vagas com carteira assinada, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No acumulado de janeiro a setembro, são 719.089 novos postos de trabalho.

O crescimento do emprego em ritmo superior ao esperado pelos economistas foi liderado pelo setor de serviços. Esse setor registrou a criação de 60.961 vagas em setembro, seguido pela indústria de transformação, que elevou o número de trabalhadores com carteira assinada em 37.449 vagas.

RIO TEM CRIAÇÃO DE 7,9 MIL POSTOS

O comércio foi o terceiro setor que mais gerou empregos, com 26.685 postos. Por outro lado, o agronegócio registrou fechamento de 2.688 vagas formais, sendo o único a eliminar empregos em setembro.

Os dados do Caged apontam a recuperação do mercado formal de trabalho no Rio de Janeiro, que registrou saldo positivo de 7.901 postos, pelo segundo mês consecutivo. São Paulo foi o estado que mais contratou em setembro, com resultado positivo de 22.448 vagas, seguido por Pernambuco e Alagoas. O emprego com carteira assinada subiu em todas as regiões.

A previsão de Takeda é de mais números positivos na geração de emprego formal em outubro e novembro. Dezembro tradicionalmente é um mês que registra fechamento de postos de trabalho.

Eduardo Velho, economista da GO Associados, acredita que, após o segundo turno das eleições, o cenário para o emprego formal deve melhorar.

—O dado do Caged mostra um aumento do emprego formal mais consistente do que no ano passado, com uma recuperação das perdas nos últimos anos. Passada a eleição, deve haver um destravamento dos investimentos, e isso deverá impulsionar os números —afirmou Velho.

Fonte: O Globo

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