Estatal vende refinaria no AM por R$ 1 bilhão, mas sofre revés na Rnest

Estatal vende refinaria no AM por R$ 1 bilhão, mas sofre revés na Rnest

A Petrobras assinou, ontem, contrato com o grupo Atem, para venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus (AM). O acordo foi fechado por US$ 189,5 milhões, o equivalente a R$ 994 milhões pelo câmbio atual. A companhia informou, por outro lado, que a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, não recebeu propostas vinculantes.

A Reman é a segunda refinaria vendida pela estatal, dentro do compromisso assumido pela empresa com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para quebrar o monopólio no setor. Ao todo, a Petrobras se comprometeu a vender oito unidades, ou seja, todo o seu parque de refino fora do eixo Rio-São Paulo.

Até então, a única refinaria negociada havia sido a Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, para o fundo Mubadala. O contrato, no valor de US$ 1,65 bilhão, ainda está pendente de conclusão.

A Reman possui capacidade de processamento de 46 mil barris/dia e um terminal de armazenamento, um dos poucos da região. Com a aquisição, o grupo Atem aposta na verticalização. A empresa já atua em logística rodoviária e fluvial, e possui uma distribuidora com mais de 300 postos franqueados.

A expectativa inicial da Petrobras era concluir a venda de todas as oito refinarias em 2021, mas as negociações atrasaram após a eclosão da pandemia. Em julho, a empresa assinou um aditivo com o Cade para estender os prazos e se comprometeu a assinar o contrato para alienação da Reman até fim de agosto; os contratos da Lubnor (CE), Refap (RS), SIX (PR), Regap (MG) e Rnest (PE) até 30 de outubro; e o contrato da Repar (PR) até o fim do ano.

Segundo uma fonte, a Petrobras recebeu propostas vinculantes pela Lubnor, Refap, Regap e SIX e está hoje em fase de negociação dos contratos com os interessados.

A negociação da Rnest foi o segundo revés enfrentado pela empresa. A estatal informou que os interessados no processo declinaram formalmente de apresentar proposta vinculante pelo ativo e que a companhia “avaliará seus próximos passos”. Em fevereiro, a Petrobras já havia comunicado que as propostas vinculantes pela Repar ficaram aquém do esperado e que ela reiniciaria a concorrência para venda do ativo.

Fonte: Valor Econômico

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