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Exxon Mobil avança na exploração de sétimo campo de petróleo no mar da Guiana

A petrolífera americana Exxon Mobil deu o primeiro passo em direção ao sétimo projeto de exploração de petróleo na Margem Equatorial das águas da Guiana, no norte da América do Sul.

A empresa texana pretende expandir a produção de petróleo bruto no país na próxima década através do campo de Hammerhead, que deverá ter um nível de produção de até 180 mil barris por dia a partir de 2029. A informação foi dada pelo gerente das operações na Guiana da empresa, Alistair Routledge, que frisou que ainda há pendência de aprovação da exploração pelo governo do país.

A Exxon entrou com um pedido de autorização ambiental junto ao governo na segunda-feira para um investimento que deverá aumentar a capacidade de produção total do país para quase 1,5 milhão de barris por dia daqui a seis anos.

Essa quantia é aproximadamente o mesmo que a Nigéria, que faz parte da Opep (a organização que reúne os países que são os maiores produtores de petróleo do mundo), produz hoje.

O volume representa cerca de metade da produção total do Brasil no mês de abril de 2024. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a média diária naquele mês foi de pouco mais de 3 milhões de barris por dia.

Os planos agressivos de produção da Exxon já tornaram a Guiana o terceiro país produtor de petróleo que mais cresce fora da OPEP nos últimos anos, tornando o país um contribuinte chave para o fornecimento global de petróleo.

A exploração no país também tem sido uma parte importante da recuperação das ações da Exxon após a pandemia, pois o petróleo bruto da Guiana está entre os mais lucrativos fora do Oriente Médio, com um custo de equilíbrio de menos de 35 dólares por barril.

Se a extração no campo for aprovada até meados de 2025, o Hammerhead manterá o recorde da Exxon de lançar um novo projeto na Guiana aproximadamente a cada 18 meses, disse o gerente de operações da empresa.

A Exxon descobriu petróleo pela primeira vez no bloco Stabroek da Guiana em 2015 e, desde então, fez mais de 30 grandes descobertas que abrangem mais de 11 bilhões de barris de reservas recuperáveis. A empresa opera este bloco com uma participação de 45%. A Hess e a Cnooc, da China, possuem os 30% e 25% restantes, respectivamente.

No Brasil, exploração na região divide opiniões
A exploração de petróleo nas águas da Margem Equatorial brasileira, que abriria uma nova fronteira de obtenção da commodity, coloca em lados opostos ministros do atual governo. Em 2023, o Ibama negou licenças para exploração em um bloco localizado na foz do Rio Amazonas.

A área, que possui um grande potencial de descobertas de petróleo, fez o PIB da Guiana saltar 62% em 2022, elencando o percentual como o maior crescimento de um país no mundo inteiro.

Na semana passada, durante a posse no cargo de presidente da Petrobras, Magda Chambriard e o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira defenderam a exploração na região “com rigorosos padrões de segurança”. O chefe da pasta chegou a afirmar que as pesquisas das potencialidades da região é uma questão de soberania nacional.

No plano estratégico de 2023-2027 da Petrobras, a empresa reservou quase US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15,2 bi) para investimentos na região. No último dia 12, o presidente Lula também defendeu a exploração, dizendo que ‘não vai desperdiçar nenhuma oportunidade de crescer’.

Autor/Veículo: O Globo