Gasolina cara: donos de postos se defendem e denunciam impostos abusivos

Gasolina cara: donos de postos se defendem e denunciam impostos abusivos

Eduardo Valente, diretor do Sindipetro, o sindicato dos donos de postos de combustíveis, já não aguentava tanta informação distorcida, desencontrada; críticas sem base concreta; palpiteiros falando como se especialistas fossem, sobre as questões que envolvem o preço da gasolina e derivados e, ainda, do atendimento dos postos. Dava de tudo. Desde denúncias de gasolina falsificada, que destruía os motores dos carros e motos, até preços absurdos, que ajudavam a transformar os empresários do setor em grandes milionários. Ao participar, nesta terça, do programa de maior audiência do rádio rondoniense (Papo de Redação, com os Dinossauros, de segunda a sexta, meio dia às 14 horas, na Parecis FM), Valente respondeu não só às perguntas dos Dinos, como também a de dezenas de ouvintes. Ele defendeu o setor e protestou: a gasolina chegou a esse patamar absurdo, nos postos de distribuição, por causa dos impostos abusivos cobrados tanto pelos Estados quanto pela União. Explicou que, não fossem eles, estaríamos pagando hoje pouco mais de 2 reais pelo litro e não quase 5, como está custando em algumas áreas da região norte e outras regiões do país. Valente explicou que, no final das contas, afora todas as despesas e os impostos inacreditáveis, sobra cerca de 14 por cento para cobrir custos do transporte do combustível, do pagamento dos funcionários e outros serviços; do pagamento para serem fiscalizados (sim, os postos pagam por isso também!) e, no final, algum lucro para o empresário.

Para se ter ideia, só de ICMS sobre o combustível, em Rondônia, pagamos nada menos que 26 por cento.

Já estava decidido que seriam 27 por cento, mas os donos de postos espernearam, protestaram, berraram, até que conseguiram diminuir em 1 ponto percentual. Pagamos o ICMS mais caro do país? Nada disso. No Rio de Janeiro, onde bilhões são desviados para bolsos de corruptos, o valor é de 34 por cento. Bem mais do que em Minas Gerais, onde ele é de 29 por cento. Os associados do Sindipetro sofrem também fiscalizações constantes, a tal ponto que, num só dia, há postos que tenham sido fiscalizados oito vezes, por órgãos diferentes. E mais: são as empresas responsáveis pela venda dos combustíveis nos postos quem têm que pagar as fiscalizações, como as feitas pelo Inmetro e pelo Procon, por exemplo. A média de custo é de mais ou menos 1.300 reais, mensalmente. Eduardo Valente reclamou que há, nessa história, muita gente dando palpite, sem saber o que está dizendo. E, às vezes, falar demais dá despesa. Ele citou o caso de uma oficina que disse ao seu cliente que o motor do carro estava falhando, porque ele abastecera com gasolina adulterada. O cliente reclamou no posto. O posto entrou com um processo contra a oficina e ganhou a causa, já que nenhuma das perícias feitas comprovou a denúncia. Resultado: o dono da oficina está enrolando, devendo uma grana…

Fonte: News Rondônia (Coluna Opinião de Primeira)

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