Gasolina chega a R$ 4,99 no DF. Diferença nos postos é de R$ 0,44

Gasolina chega a R$ 4,99 no DF. Diferença nos postos é de R$ 0,44

Mesmo com queda no preço de venda da Petrobras às distribuidoras, a gasolina voltou a subir no Distrito Federal nesta semana. O litro já é encontrado nas bombas a R$ 4,99, em postos de Sobradinho e do Lago Sul. O menor valor encontrado em 11 estabelecimentos pesquisados pelo Metrópoles nesta quinta-feira (18/10) foi de R$ 4,55, o que dá uma diferença de R$ 0,44.
Parece pouco, mas ao encher o tanque com gasolina comum, o motorista pode economizar até R$ 22, levando em conta um carro com capacidade para 50 litros. O maior preço encontrado pela reportagem foi no Posto 8, em Sobradinho, e no da Petrobras, na QL 12 do Lago Sul. A média, à vista, é de R$ 4,81. O menor é no Petrolino, no centro de Taguatinga.
Segundo o presidente do Sindicombustíveis-DF, Paulo Tavares, o reajuste na bomba é resultado do repasse pelas distribuidoras do aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aos postos. A correção está valendo desde segunda-feira (15).
A base de cálculo do ICMS sobre a gasolina no DF teve aumento de R$ 0,12 no dia 10 de outubro, chegando a R$ 4,89. De acordo com a Petrobras, 43% do valor da produto comprado pelos consumidores correspondem a impostos, sendo 28% referentes ao tributo cobrado sobre a circulação de mercadorias.
O sindicato explica que cada dono de posto tem autonomia para definir se vai repassar ou não o aumento no preço de compra ao de venda. Tudo também depende do estoque de cada estabelecimento.
No entanto, a maioria dos postos não vai conseguir segurar o valor praticado antes do aumento do ICMS. “As distribuidoras já repassam com preço alterado e o revendedor não tem mais condições de absorver”, lamenta Tavares.
Aumento no álcool
O Sindicombustíveis-DF também aponta o etanol como vilão dos preços altos nas bombas. De acordo com Tavares, o valor do álcool anidro, adicionado à gasolina, teve aumento superior a R$ 0,20 de setembro para outubro, conforme o registro feito pelo Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP).
Nem a baixa do dólar está fazendo o preço dos combustíveis abaixar. A cotação da moeda norte-americana em relação ao Real chegou a R$ 4,15, no início de setembro, e despencou para R$ 3,682 nesta quinta (18): uma queda de 11%. A expectativa de ver redução semelhante na hora de encher o tanque, entretanto, virou frustração e revolta.
“Não concordo com isso. O dólar cai e o combustível fica do mesmo preço ou aumenta”, desabafou a empresária Fernanda Ramos. O mesmo sentimento tem o inspetor de segurança Israel Bruno. “Para a gente, o preço está sempre alto”, pontuou.
Fonte: Metropolis
No Comments

Post A Comment