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Guardia indica possível redução da projeção do PIB

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O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, sinalizou ontem que o governo deve rever para baixo sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2018, acompanhando o movimento do mercado. A última projeção oficial estima alta de 2,5% para o PIB deste ano, e analistas já reduziram seus prognósticos para 1,94%, de acordo com o último Boletim Focus. Na semana anterior, a estimativa era de 2,18%.

— O processo de revisão é contínuo, e, evidentemente, levamos em consideração as últimas informações disponíveis — afirmou Guardia em São Paulo, onde participou de uma conferência organizada pelo banco de investimentos Goldman Sachs.

Quando perguntado se a revisão poderia ser para baixo, ele respondeu:

— Pode. Vamos esperar a próxima revisão e divulgar nosso número. O que eu não quero é, a cada semana, sair com novas projeções de crescimento. Temos um processo organizado, reprojetamos receita e despesa… Então me parece muito adequado fazer isso a cada dois meses — disse, referindo-se ao processo de revisão bimestral feito pelo Ministério da Fazenda.

Guardia descartou que a greve dos caminhoneiros seja o principal motivo da revisão. Segundo ele, “desde o início do ano, há uma previsão de revisão, porque o crescimento não seria tão rápido” quanto se estimava no fim de 2017.

— Um ponto a se destacar é que a economia está crescendo continuamente. O que estamos discutindo agora é qual a taxa de crescimento — ressaltou.

FOCUS: DÓLAR A R$ 3,50

O Focus também reduziu as estimativas para o desempenho da economia em 2019, de 3% para 2,8%. Há 18 semanas a projeção estava em 3%.

Além disso, o mercado reviu para cima as projeções para a inflação este ano e no próximo. A estimativa para o IPCA deste ano, usado na meta oficial do governo, passou de 3,65% para 3,82%. Para 2019, a previsão subiu de 4,01% na semana passada para 4,07%. Já para o dólar, as estimativas ficaram estáveis, em R$ 3,50, tanto no fim deste ano como em 2019 — apesar da forte valorização na semana passada, quando a moeda americana se aproximou dos R$ 4.

Participaram do evento do Goldman Sachs o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e os presidentes dos principais bancos do país. De acorso com Guardia, eles discutiram a conjuntura econômica.

— Todo mundo tem a mesma compreensão sobre o momento que estamos vivendo. E acho que todos reconhecem que houve uma posição forte do BC e do Ministério da Fazenda para acalmar a volatilidade da semana passada.

Para a taxa básica de juros (Selic), não houve mudanças nas expectativas: 6,5% para o fim deste ano e 8% no fim de 2019.

Fonte: O Globo