Guedes diz que medidas contra coronavírus chegam a 2,6% do PIB

Guedes diz que medidas contra coronavírus chegam a 2,6% do PIB

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem que as medidas tomadas pelo governo para reduzir os efeitos da crise do coronavírus já equivalem a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Durante entrevista coletiva concedida à imprensa no Palácio do Planalto, Guedes listou ações já anunciadas até agora e afirmou que outras medidas devem ser lançadas nos próximos dias, como um total de R$ 150 bilhões em postergação no pagamento de impostos. Apesar do prazo de ao menos dez dias para início do pagamento do auxílio de R$ 600 aos informais, o ministro disse que a ordem do presidente Jair Bolsonaro é que nenhum brasileiro fique para trás.

— Nós já chegamos a 2,6% do PIB neste Orçamento de Guerra, que eu chamo de medidas emergenciais. Já tínhamos um déficit estrutural de 2,6%, estamos em 5,2% global evamos subir. Vamos continuar a subir, porque a instrução do presidente foi não deixar nenhum brasileiro para trás.

Apesar da comemoração do ministro, o volume de recursos públicos anunciado ainda é modesto em comparação ao que outros países estão investindo.

GASTO MAIOR CONTRA A CRISE

Dados levantados pelo pesquisador Manoel Pires, do Observatório de Política Fiscal do Ibre, da Fundação Getulio Vargas, apontam que, até a semana passada, os Estados Unidos haviam gasto 5,4% do seu PIB em medidas para mitigar os efeitos econômicos e sociais da crise do coronavírus, a Alemanha, 6%; e a Espanha, 8,5%.

Ainda segundo o ministro, o montante liberado pelo país é maior, proporcionalmente, que o de outros países da América Latina. Ele disse ainda que o auxílio aos informais de R$ 600 no Brasil é equivalente aos US$ 1.200 concedidos pelo governo dos EUA:

—Estamos gastando bem mais do que qualquer país da América Latina. Do ponto de vista de apoio que estamos dando com essa renda básica de R$ 600, comparada à nossa renda

per capita, é igual à ajuda que os americanos estão dando, de US$ 1.200.

Para evitar problemas no abastecimento de alimentos e bebidas no país durante a pandemia do coronavírus, o Ministério da Agricultura montou um comitê de crise para monitorar e propor estratégias. Uma das suas funções será projetar cenários e elaborar propostas sobre impactos que poderão ocorrer nos sistemas produtivos, nos mercados e na demanda.

Supermercados e redes de distribuição, casas agropecuárias, redes de transportes, varejões e feiras estão entre os segmentos que serão acompanhados pelo comitê de crise. Também se destacam distribuidores de produtos químicos e de nutrição animal. Em alguns casos, como na indústria de alimentos, o monitoramento será realizado em parceria com associações.

Fonte: O Globo

No Comments

Post A Comment