Guedes: governo não deve ser ‘máquina de transferência perversa de renda’

Guedes: governo não deve ser ‘máquina de transferência perversa de renda’

Em discursos sobre a eficiência do estado, Guedes citou que é preciso levar recursos para os municípios e pessoas que mais precisam

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, durante apresentação do nova plataforma digital “Painel de Viagens”, que o servidores públicos precisam atender à população e também citou que o estado não pode agir como uma “máquina de transferência perversa de renda” por meio da Previdência Social. As declarações foram dadas na manhã desta quarta-feira (13/2) no auditório do Bloco K da Esplanada dos Ministérios, onde era a sede do antigo Ministério do Planejamento.

Em discursos sobre a eficiência do estado, ele citou que é preciso levar recursos para os municípios e pessoas que mais precisam, tendo melhor gerência dos recursos públicos. Ele citou a Previdência Social como uma ferramenta que cria distorções e concentração de renda. “Não podemos ser máquina de transferência perversa de renda através da Previdência Social, impostos e subsídios”, disse Guedes.

O ministro afirmou que as pessoas precisam vir à Brasília para fazer pedidos. “Subsídios, dinheiro para isso, dinheiro para aquilo”, exemplificou. “Mas eu pergunto: o que eles podem dar ao Brasil? Muitas vezes nossa vida é jogada de um lado para o outro e não são as melhores opções”, completou.

Guedes ainda ressaltou que a estrutura de governo existente com os subsídios permitiram a “quebra” do país. “Nós somos servidores, muito mais que autoridades. Estamos servindo o Brasil por um curto período de tempo. Vocês não, são servidores há muito tempo e estão defendendo o patrimônio do Brasil”, disse ao destacar a ferramenta digital Painel de Viagens.

 

Painel de Viagens

 

O Painel de Viagens é uma ferramenta digital que agrega informações sobre dados de viagens realizadas a serviço por empregados públicos, servidores, militares e colaboradores do governo federal. A plataforma tem dados sobre diárias, passagens e outras informações.

Segundo secretário adjunto de Desburocratização, Gleisson Rubin, o Painel de Viagens é uma ferramenta intuitiva para que o cidadão descubra o que ela oferece. Ele ressaltou que o Brasil foi um dos últimos países da região América Latina a ter a Lei de Acesso à Informação (LAI). “Ainda é uma experiência recente da administração pública brasileira. Nossa lei tem pouco mais de seis anos. Por ter entrado tão tardiamente, é muito claro, para nós, o sentido de urgência. É preciso reconhecer que o Brasil tem avançado a passos mais rápidos que outras nações nessa agenda”, afirmou.

Fonte: Correio Braziliense

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