As importações brasileiras de diesel russo caíram 65% em junho na comparação com maio deste ano, devido à menor disponibilidade do produto no mercado internacional. A Rússia enfrenta um aumento da demanda interna e reiterados ataques à infraestrutura, em meio à guerra com a Ucrânia.
- O volume comprado da Rússia pelo Brasil ficou em 360,97 milhões de litros em junho, ante mais de um bilhão de litros em maio, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
- Na comparação com junho do ano passado, a queda foi de 48%.
O combustível russo foi substituído pelo produto dos Estados Unidos.
- O volume importado dos EUA cresceu 74% entre maio e junho deste ano.
Os últimos meses foram marcados por reiterados ataques da Ucrânia à infraestrutura da Rússia, incluindo diversos danos a refinarias e terminais de exportação.
- Os ataques estão causando escassez de combustíveis na Rússia e levando o país a importar gasolina da Índia. (Reuters/Valor)
- Na segunda (6/7), drones ucranianos atingiram a maior refinaria russa, na Sibéria, na região de Omsk, naquela que seria uma das operações de ataque de maior alcance da Ucrânia desde o início da guerra. (Reuters/G1)
- “Tem algumas refinarias fora de operação, por manutenção ou porque receberam ataques de drones na Ucrânia. Com isso, a disponibilidade de diesel russo caiu, o preço subiu e está havendo uma migração para os EUA”, diz o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo.
O cenário deve seguir em julho, indicam informações preliminares da Abicom. Para este mês, há expectativa de reforço também com importações da Índia.
- “A nossa expectativa é que, em julho, em torno de 18% do diesel venha da Rússia e em torno de 75% a 78% dos EUA e 5% da Índia”, indica Araújo.
É uma inversão da tendência que vinha ocorrendo desde 2022, quando a Rússia passou a ser uma importante fonte de suprimento de diesel para o Brasil.
- Após a invasão à Ucrânia, a Europa e os EUA impuseram sanções contra produtos russos. Apesar de o Brasil não ter aderido às sanções, as empresas brasileiras negociam sob o teto de preços.
Autor/Veículo: Eixos
Fonte: Fecombustiveis
