Maia protagoniza campanha em favor de reforma

Maia protagoniza campanha em favor de reforma

Capitaneados pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), partidos de centro lançaram ontem uma campanha publicitária em favor da reforma tributária. O vídeo, que será divulgado nas redes sociais, tem como mote a rejeição à volta da CPMF e a crítica a empresários que têm se posicionado contra as duas propostas que tramitam no Congresso.

Um dos destaques da propaganda é uma recente fala de Maia em que ele descarta a retomada de um tributo sobre movimentações financeiras: “A única certeza que eu tenho é que não vamos retomar a CPMF na Câmara em hipótese nenhuma”.

A peça enfatiza que, hoje, o pobre é mais tributado que o rico e que a reforma em discussão no Legislativo altera essa “característica nefasta da nossa sociedade”.

“Quem ganha mais vai pagar mais. Justo, né?”, diz o narrador. Ovídeo também ressalta outra fala de Maia, otimista em relação ao cronograma do avanço do tema na Câmara:

“É importante que a gente possa ter, ainda no primeiro semestre, o novo sistema tributário. Um sistema tributário que caminhe para a redução da tributação sobre o consumo, que, no Brasil, é desproporcional e contra brasileiros mais simples.”

As mensagens têm destinatários claros: líderes empresariais dos setores de varejo, serviços, agronegócios e construção civil que lançaram ontem, em São Paulo, um movimento para impedir o avanço dos dois projetos de reforma que tramitam simultaneamente na Câmara e no Senado.

FLÁVIO ROCHA É CONTRA

Um dos principais articuladores da frente é Flávio Rocha, dono da Riachuelo e conselheiro do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV). Em 2018, Rocha chegou a lançar sua pré-candidatura à Presidência pelo então PRB, hoje Republicanos. O partido faz parte do grupo que patrocina a campanha.

O vídeo marca uma nova etapa da ofensiva publicitária patrocinada por PP, PL, PSD, Republicanos, DEM, MDB, Solidariedade e Avante para mudara imagem do grupo conhecido como“centrão ”.

“Donos do poder, quando veem seus privilégios ameaçados, logo reagem”, diz o narrador da peça.

A proposta em discussão na Câmara é de autoria do deputado Baleia Rossi (MDBSP) e cria um imposto único, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituiria um rol de tributos: IPI, Cofins, PIS/Pasep, IOF, Salário Educação, Cide (todos federais), ISS (que é municipal) e ICMS (que é estadual).

Os líderes empresariais argumentam que a reforma iria piorar o sistema tributário, ampliando a informalidade no mercado de trabalho e alterando preços. A solução seria apenas desonerar a folha de pagamento e avançar na criação do imposto digital, que incidiria sobre transações financeiras, nos moldes da antiga CPMF.

Fonte: O Globo

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