O preço do óleo diesel segundo uma pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostrou queda no preço médio do litro do produto comercializado em postos de combustíveis do Estado do Pará. Mesmo com esta queda o Pará encerrou o mês de fevereiro, em média com o litro diesel comercializado como o terceiro mais caro entre os estados da região norte e o quarto mais caro do país.

Segundo o Dieese, no mês de janeiro o preço do litro diesel foi comercializado em média em postos de combustíveis a R$ 3,821 com o menor preço a R$ 3,290 e o maior a R$ 4,299. Em fevereiro, o preço médio do diesel apresentou queda e foi comercializado em média a R$ 3,814 com o menor preço custando em média R$ 3,290 e o maior a R$ 4,270.

Ainda segundo a pesquisa com base em dados oficiais da ANP, no mês fevereiro, entre os municípios paraenses, Parauapebas foi o município que em média comercializou o litro mais caro, custando R$ 4.054, seguido de Alenquer que em média comercializou ao custo de R$ 4,050 sendo o menor preço a R$ 3,999 e o maior a R$ 4,100), Abaetetuba com o preço médio de R$ 4,048, Altamira com o preço médio de R$ 4,012 e Redenção com o preço médio de R$ 3,920. Em Belém o litro do produto foi comercializado em média no mês de fevereiro a R$ 3,796.

Ao Estado, o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, afirmou que o furto de combustível tem sido alvo de grande “preocupação” e “mobilização”. Ele informou que lançará uma campanha de conscientização das comunidades para ajudar no monitoramento das tubulações. “Trata-se de um problema que gera prejuízos para a companhia, não só pelo furto em si, mas também pelo dano causado à infraestrutura e, mais do que isso, pelo risco às comunidades e ao meio ambiente”, declarou. “Em dois anos, as ocorrências em nossa infraestrutura quase quadruplicaram.”

No México, o furto no setor de dutos se transformou num “negócio estruturado”, destaca Castello Branco. “Não podemos deixar que isso aconteça no Brasil”, disse.
Explosões. A maior preocupação do governo com os roubos nos dutos é com a explosão que esse tipo de ação pode provocar. Neste ano, um desastre no México matou mais de 90 pessoas, depois da explosão de um oleoduto na cidade de Tlahuelilpan, no Estado de Hidalgo, na região central do país. A explosão ocorreu no dia 18 de janeiro, depois que o oleoduto Tula-Tuxpan foi perfurado por ladrões de combustíveis. Um grupo de até 800 pessoas foi até o local para coletar gasolina em galões. A presença do Exército não inibiu os moradores, que acabaram sendo atingidos.

Não há uma lei específica para o crime no setor de óleo e gás. Para um furto qualificado, a pena, de reclusão de dois a oito anos e multa, é considerada branda.

A escalada de furtos de óleo está no radar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A pasta da Presidência da República acompanha, por meio de informativos de vários órgãos, entre eles a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), dados considerados sensíveis à infraestrutura. Questionado pela reportagem sobre investigações dos grupos criminosos, o GSI respondeu que não se manifestaria por se tratar de tema “relacionado com a inteligência de Estado”.

O GSI, no entanto, ressaltou que “realiza, permanentemente, o acompanhamento de assuntos pertinentes às infraestruturas críticas, com prioridade aos que se referem à avaliação de riscos”. “Nesse contexto, incluem-se os dutos existentes pela importância que representam à logística do País, bem como pela segurança da sociedade brasileira, em função da possibilidade de sinistros, por diversas razões”, destacou.

Em 2018, o GSI esteve à frente do monitoramento da situação viária durante a greve dos caminhoneiros. A “infraestrutura crítica” citada na nota da assessoria do órgão é uma referência a portos, aeroportos, ferrovias, rodoanéis, termoelétricas e rodovias.