Ministro defende redução voluntária do consumo

Ministro defende redução voluntária do consumo

Para enfrentar os efeitos da crise hídrica que atinge o setor elétrico, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, defendeu ontem, em rede nacional de rádio e TV, a redução voluntária de consumo de energia pela indústria e pela população.

“O uso consciente e responsável de água e energia, reduzirá consideravelmente a pressão sobre o sistema elétrico, diminuindo também o custo da energia gerada”, disse Albuquerque em mensagem dirigida à população. Ele classificou a crise atual como “período desafiador”.

Hoje, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve aprovar a revisão dos adicionais cobrados na conta de luz pelo sistema de bandeiras tarifárias. Além de permitir que as distribuidoras arrecadem mais recursos para cobrir o alto custo das térmicas, a medida deve ainda estimular uma retração no consumo de energia. Para julho já foi mantida a cor vermelha patamar 2, com cobrança de R$ 6,24 a cada 100k kWh (quilowatt-hora) de consumo. O valor deve, no mínimo, ser elevado para R$ 7,57, conforme sinalização do comando da agência.

Para a indústria, disse que já está “finalizando o desenho de um programa voluntário que incentiva as empresas a deslocarem o consumo dos horários de pico para os horários de menor demanda”.


O programa já existe, mas está sendo aperfeiçoado em discussões entre Aneel e grandes consumidores industriais. Segundo ele, essa medida será adotada “sem afetar a sua produção e o crescimento econômico do país”.

Albuquerque reconheceu a gravidade da atual crise hídrica e dos seus efeitos sobre o setor. “O Brasil enfrenta uma das piores secas de sua história. A escassez de água que atinge nossas hidrelétricas – em especial no Sudeste e no Centro-Oeste – é a maior dos últimos 91 anos”, afirmou. Para ler esta notícia, clique aqui.

Fonte: Valor Econômico

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