Motoristas de app voltam a protestar contra preço do combustível, em Manaus

Motoristas de app voltam a protestar contra preço do combustível, em Manaus

Os manauaras que passaram na Avenida Djalma Batista, Zona Centro-Sul de Manaus, tiveram uma surpresa na tarde desta segunda-feira (21). Um grupo de motoristas de transporte por aplicativo paralisou novamente o tráfego para manifestar contra o preço do combustível. A última manifestação aconteceu na sexta-feira (18), também na Djalma Batista.

Os motoristas bloquearam as duas faixas da Avenida, no sentido Centro/Bairro. De acordo com Alexandre Matias, um dos representantes do grupo, a categoria está revoltada com as incoerências da situação. “O Procon fiscalizou, autuou e os postos continuam vendendo gasolina no mesmo preço, e nós queremos saber que multa é essa que eles aplicam e não faz diferença nos postos autuados”, disse.
Além disso, Matias, afirmou que o grupo já tinha ideia de realizar uma nova manifestação caso o preço não baixasse durante o fim de semana. “Foi a nossa pauta da sexta-feira. Já tínhamos pensado e sinalizado nas redes sociais que voltaríamos a paralisar a Avenida Djalma Batista. Só queremos preços justos”, explicou.

Pacifico

Os manifestantes se mantiveram no local até cerca de 18h. O ato foi acompanhado pela Polícia Militar e o trânsito controlado por uma equipe do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans).

À Rede Amazônica, o Sindicato dos Postos de Combustíveis afirmou que é normal a variação de preços ser parecida, pois as distribuidoras vendem os combustíveis aos postos por preços semelhantes.
Evidencia-se que, da forma como foi proposta, a transparência de preços pode ser prejudicial ao mercado de combustíveis. Está clara a confusão entre regulação e intervenção e uma das empresas que será mais afetada por isso é a Petrobras. A obrigatoriedade de seguir uma fórmula para fixação de preços, além de publicá-la, limitaria a competitividade da Petrobras e comprometeria o cenário de concorrência.

A fórmula de precificação de uma empresa é um segredo do negócio e a obrigação de divulgá-la infringiria a liberdade e comprometeria a estratégia. Deve-se considerar, ainda, que os concorrentes, de posse das informações abertas, poderão ajustar seus preços de acordo com a Petrobras, espremendo as margens do setor.

Outro efeito desfavorável é a oportunidade da prática de preços similares pelas empresas, fixando margens para impulsionar os ganhos econômicos. Ou seja, pode ocorrer pressão para a prática de preços elevados, ampliando risco de cartel. Dessa forma, a proposta pode prejudicar o consumidor final, em vez de beneficiá-lo.

Fonte: Portal Amazônia

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