Operação para desarticular esquema de furto de combustíveis de oleodutos acontece no Rio e em São Paulo

Operação para desarticular esquema de furto de combustíveis de oleodutos acontece no Rio e em São Paulo

Uma operação para desarticular uma organização criminosa que furta petróleo e derivados dos oleodutos da Petrobras Transporte S/A (Transpetro) acontece na manhã desta quinta-feira, dia 2, no Rio de Janeiro e em São Paulo. O objetivo da ação é cumprir cinco mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. Cinco envolvidos no esquema foram denunciados à Justiça por organização criminosa e furto qualificado. Dois deles também são acusados pelo crime de obstrução de Justiça.

A operação Água Negra — que conta com a participação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), e a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) — tem como base uma investigação iniciada em agosto do ano passado.

Tudo começou quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou um veículo em que estavam Bruno de Paiva Santos e Jorge Felipe da Silva Paes. Com eles havia R$ 48 mil em dinheiro e três válvulas de contenção de líquidos, usadas em furtos de combustíveis em oleodutos.

A partir daí, escutas telefônicas autorizadas pela Justiça revelaram o modo de agir dos criminosos. A organização teria dois núcleos: um no Rio e outro em São Paulo. Três dos acusados — Bruno Santos, Jorge Paes e Manoel de Andrade Maia — ficavam sediados no Rio. Caberia a eles escolher os oleodutos e fazer as perfurações, a retirada dos combustíveis e a comercialização dos produtos.

Um dos líderes do grupo seria Claudionor Inácio da Silva, que ficava em São Paulo. Ele seria o principal comprador dos combustíveis furtados e o responsável por vender os produtos no mercado ilegal. Para isso, usaria empresas das quais é sócio para forjar notas fiscais. Assim, o transporte do material parecia legal.

Neste esquema, Caludionor contaria com o apoio de Everton Nascimento Silva. A ele caberia receber os combustíveis e fazer os pagamentos, além de indicar onde os motoristas dos caminhões deveriam se esconder até que o material pudesse ser descarregado. Ele cuidaria de toda a logística do esquema.

O grupo, de acordo com o MPRJ, ainda pode estar envolvido com uma explosão ocorrida em Itaquaquecetuba, no interior de São Paulo, em julho de 2017, por conta de um vazamento provocado por furto de combustível de um oleoduto.

Denúncias
Segundo o MPRJ, Jorge e Everton Silva foram denunciados por organização criminosa, furto qualificado e pelo crime de obstrução, pois no dia seguinte em que Bruno e Jorge foram abordados no Rio, pela Polícia Rodoviária Federal, os líderes do esquema teriam forjado um contrato de compra e venda de imóvel para justificar a quantia de R$ 48 mil em espécie encontrada com os dois.

A ação também conta com apoio do GAECO do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil paulista.

Quem quiser denunciar qualquer movimentação suspeita nos arredores de oleodutos da Transpetro pode ligar para 168.

Fonte: Extra

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