Petrobrás anuncia mudança na política de preço do gás de cozinha

Petrobrás anuncia mudança na política de preço do gás de cozinha

A diretoria da Petrobrás definiu uma nova política de preço para o botijão de gás, o GLP envasado em recipiente de até 13 kg, um produto de forte apelo social. A partir de agora, os consumidores residenciais pagarão valores alinhados aos do mercado externo, como já acontece com o GLP destinado à indústria e ao comércio. Houve ainda alteração no prazo de reajuste, que passou a ser indefinido. O GLP, até então, era reajustado a cada três meses.

Com isso, a empresa equipara a política para o botijão à adotada no comércio dos demais derivados de petróleo – de paridade internacional. Assim como faz com os demais produtos refinados, a Petrobrás, ao definir o preço do botijão de gás, vai considerar também o custo do frete marítimo, das despesas internas de transporte, e uma margem para remuneração dos riscos inerentes à operação, como informou a estatal em comunicado divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Petrobrás garante, no entanto, que, mesmo com essas mudanças, continuará atendendo resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), determinando que os consumidores residenciais devem pagar menos pelo combustível.

A resolução do CNPE define valores diferenciados para o botijão porque afeta a parcela da população brasileira de menor poder aquisitivo.

Dentro dessa política, a estatal anunciou ontem os novos preços do combustível. A tonelada do GLP de uso industrial nas refinarias da estatal foi para R$ 1.950,80 e o de uso residencial, R$ 1.850,80. Esses valores representam uma redução média de 13,4% no preço do GLP industrial e de 8,2% no preço dos envasados até 13 kg.

“Com essas alterações fica extinto o mecanismo de compensação que considerava a média móvel de cotações dos últimos 12 meses”, informou a Petrobrás.

Para Sérgio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás, que representa as distribuidoras de GLP, há espaço para a Petrobrás reduzir ainda mais o preço do botijão de gás. Pelo cálculo da entidade, os preços praticados pela estatal em suas refinarias ainda estão cerca de 30% superior ao de importação da commodity do Golfo do México. “A notícia é boa, porque o preço baixou e as diferenças (entre os segmentos de consumo) diminuíram. A gente ainda vê possibilidade de o preço cair mais. A gente espera que a diferença acabe. Não faz sentido que o comércio e a indústria subsidiem o botijão de 13 kg. Quem tem de subsidiar é o governo. A iniciativa privada não pode ficar com esse ônus”, afirmou Mello.

Fonte: O Globo

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