Petrobras prepara oferta de 8 refinarias; conheça os empreendimentos

Petrobras prepara oferta de 8 refinarias; conheça os empreendimentos

Após a venda de ações da BR Distribuidora, os próximos passos do plano de desinvestimentos da Petrobras devem ser a venda de 8 das 13 refinarias da companhia. Juntas, elas têm capacidade de refino de 1,1 milhão de barris por dia, o que representa quase metade de toda a capacidade de refino brasileira.
No final de junho, a empresa deu início ao processo de venda das 4 primeiras. A previsão é que informações sobre o processo das outras refinarias sejam publicadas em agosto. O objetivo é concluir as negociações até 2021. Quando isso acontecer, a empresa ficará com as refinarias em São Paulo e Rio de Janeiro.

O 1º lote de ofertas inclui a polêmica refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Considerada a “mais moderna” do portfólio, o empreendimento foi alvo de investigação da Operação Lava Jato. Completam a rodada a Landulpho Alves, na Bahia; Presidente Getúlio Vargas, no Paraná; e Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul.
A oferta das refinarias foi anunciada em abril pela estatal. A consolidação veio com a assinatura de 1 TCC (Termo de Compromisso de Cessação) com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Em contrapartida, o órgão antitruste encerrará investigação sobre eventual abuso de posição dominante da Petrobras no mercado de refino.

A venda dos ativos também é de grande interesse do governo, que busca uma agenda desestatizante. Também é defendida pelo presidente da estatal, Roberto Castello Branco. Indicado pelo ministro Paulo Guedes (Economia), o economista afirma, desde que tomou posse em janeiro, que a empresa deve focar na exploração e produção de óleo e gás.

ATRATIVIDADE DAS REFINARIAS
De acordo com a informações divulgadas pela Petrobras, podem participar do processo empresas do setor de óleo e gás, com receita anual, em 2018, acima de US$ 3 bilhões e que operem ativos no setor de óleo e gás. Investidores financeiras ou grupos econômicos também poderão fazer ofertas.

Na avaliação de Luiz Carvalho, analista do UBS, cada unidade deve atrair 1 perfil diferente de investidor, pois as operações das empresas são distintas. Citou como exemplo a refinaria Isaac Sabbá, no Amazonas, que tem uma atuação local, o que pode não ser atrativo para 1 agente estrangeiro.

O professor Edmar Almeida, que integra o grupo de energia da UFRJ, avalia que a necessidade de investimentos também será 1 fator considerado pelos possíveis interessados. Isso porque alguns empreendimentos precisarão ser modernizados.

No 1º lote, por exemplo, a Petrobras ofertará sua refinaria mais antiga: a Landulpho Alves, na Bahia. O empreendimento começou a funcionar em 1950.

Outro fator que pesa, segundo o professor, é o risco regulatório para os compradores. “Isso está associado à questão de competição com a Petrobras; da política de preços dos derivados. Mas acredito que as vantagens são maiores que os ricos e deve haver demanda”, afirmou.

Fonte: Poder 360

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