Petróleo avança, impulsionado por ligação entre Biden e Xi Jinping

Petróleo avança, impulsionado por ligação entre Biden e Xi Jinping

O petróleo avançou mais de 2% na sessão desta sexta-feira (10), encerrando a semana com ganhos apesar das incertezas sobre a demanda global pela commodity e diante da oferta impactada nos Estados Unidos e na Líbia. Um impulso extra veio por parte do telefonema entre o presidente dos EUA, Joe Biden, e o presidente chinês, Xi Jinping, sinalizando um possível alívio nas tensões entre as duas maiores economias do mundo.

Os preços dos contratos para novembro do Brent, a referência global, encerraram em alta de 2,05%, a US$ 72,92 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os preços dos contratos para outubro do WTI, a referência americana, subiram 2,33%, a US$ 69,73 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Na semana, o Brent fechou em alta acumulada de 0,42%, enquanto o WTI avançou 0,63%.

A ligação entre Biden e Xi Jinping ajudou a impulsionar a alta da commodity nesta sexta-feira. O contato foi o primeiro em meses e teve abordagem de questões econômicas, competição e outros temas.

Na semana encurtada por um feriado nos Estados Unidos na segunda-feira (6), os investidores ficaram de olho na produção do Golfo do México, que foi paralisada devido ao furacão Ida na semana passada e ainda tem uma retomada lenta. De acordo com dados mais atualizados do Departamento de Segurança e Fiscalização Ambiental dos EUA (BSEE, na sigla em inglês), 76,4% da produção na região ainda permanece parada.

Por conta disso, houve também uma queda nos estoques de barris nos EUA. O Departamento de Energia do país mostrou que as reservas de petróleo recuaram em 1,5 milhão de barris na semana até 3 de setembro. Apesar da queda, a expectativa de economistas consultados pelo “Wall Street Journal” era de recuo de 2,6 milhões.

Outro fator que impactou a oferta do petróleo nesta semana foram os protestos em portos petrolíferos na Líbia. Segundo informações da S&P Global, manifestantes estão exigindo a remoção do presidente da estatal National Oil Corp, Mustafa Sanalla, com o apoio da Guarda de Instalações Petrolíferas. O movimento é o motivador de atrasos no local.

O setor também ganhou um tempero extra com o anúncio da China sobre a venda de suas reservas para tentar conter a alta dos preços da commodity. A mensagem surgiu em meio ao aumento de custos de energia no país.

Fonte: Valor Econômico

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