Petróleo fecha em queda, com comércio global e estoques dos EUA ainda em foco

Petróleo fecha em queda, com comércio global e estoques dos EUA ainda em foco

Os contratos futuros de petróleo fecharam em território negativo, nesta quinta-feira, 31. A commodity chegou a mostrar ganhos no início da manhã, mas logo se firmou em território negativo, diante de novas dúvidas sobre o comércio global e ainda influenciada pela alta forte nos estoques de petróleo dos Estados Unidos no relatório semanal.

O petróleo WTI para dezembro fechou em queda de 1,60%, a US$ 54,18 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para janeiro teve baixa de 1,03%, a US$ 59,62 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Em Nova York, o WTI atingiu a mínima de fechamento desde 22 de outubro para o contrato mais negociado, segundo a FactSet.

A queda do petróleo é a quarta consecutiva. Nesta semana, o óleo foi pressionado por um dado fraco de lucro industrial da China, pelo quadro de aumento nos estoques dos Estados Unidos e por dúvidas sobre a disputa comercial entre americanos e chineses.

Na sessão desta quinta, o fato de que os estoques de petróleo dos EUA tenham aumentado bem acima do esperado na última esperança, revelado na quarta-feira, continuou a influenciar, mas pesou sobretudo a cautela com o comércio, em um quadro também de temor com o excesso de oferta.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que seu país e a China trabalham em busca de um novo lugar para assinar a fase 1 do acordo comercial bilateral, que em princípio poderia ocorrer em novembro durante a cúpula da Apec, no Chile, mas o evento foi cancelado devido aos protestos que têm ocorrido diariamente no país sul-americano.

A cautela, porém, prevaleceu nesta quinta após reportagem da Bloomberg segundo a qual autoridades chinesas têm dúvidas sobre a chance de se alcançar um acordo comercial abrangente de longo prazo com os americanos.

A queda no petróleo ocorreu apesar de problemas no fluxo do oleoduto Keystone. Diante da notícia, para o analista Warren Patterson, do ING, seria “difícil justificar” a fraqueza do dia de hoje, mas as dúvidas sobre o comércio e diante do excesso de oferta ainda assim prevalecerem.

Fonte: IstoÉ

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