Petróleo sobe com relatório de produtividade nos EUA

Petróleo sobe com relatório de produtividade nos EUA

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta segunda-feira em alta, após o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos publicar um relatório sobre a produtividade das perfurações de novos poços de petróleo no país. Segue no radar dos investidores, ainda, os cortes na produção que serão promovidos pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), cuja adesão foi confirmada nesta segunda pelo Kuwait.

O petróleo do tipo WTI para entrega em setembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 0,79% a US$ 54,93 o barril. Já o petróleo Brent para outubro, comercializado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 0,07%, a US$ 58,57 o barril.

O DoE divulgou relatório no qual informa recuo na perfuração de novos poços de produção de petróleo nos EUA: em julho, houve 8.108 perfurações, enquanto em junho foram perfurados 8.208 poços. A queda no índice pode sugerir diminuição na oferta de petróleo, fortalecendo as cotações.

A notícia vem no mesmo dia em que o ministro de Petróleo do Kuawait, Khaled al-Fadhel, confirmou que o país está alinhado com a proposta da Opep de realizar novos cortes na produção da commodity energética.

Para o Commerzbank, a postura de cortes na produção deve ser seguida pela Arábia Saudita. -Se necessário, a Arábia Saudita provavelmente reduzirá ainda mais sua produção, a fim de manter o fornecimento de petróleo apertado e forçar os preços a subirem. Já estamos vendo sinais disso-, diz a instituição, em relatório divulgado a clientes.

O cenário desta segunda-feira alterou a abertura em queda verificada nos contratos de petróleo, muito influenciados pelas incertezas globais trazidas por tensões em diferentes campos do globo, que levou investidores, ao longo do pregão, a fugirem de ativos de risco, como commodities.

Estimulam o ambiente de cautela, além da persistente guerra comercial e cambial entre Estados Unidos e China, o crescimento dos protestos em Hong Kong, crises políticas na Europa e incertezas eleitorais na Argentina, que reforçam a perspectiva de desaquecimento econômico global.

Fonte: Estadão

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