Postos de combustíveis começam a repassar valores às bombas

Postos de combustíveis começam a repassar valores às bombas

Os brasilienses já podem preparar o bolso na hora de abastecer. Após dez aumentos consecutivos da gasolina e do etanol no período de maio, junho e julho, os postos de combustíveis do Distrito Federal começam a repassar os reajustes para o consumidor.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do DF (Sindicombustíveis), Paulo Tavares, em 1º de maio o preço médio da gasolina adotado no DF era de R$3,75 e, até a semana passada, o preço médio era de R$4,00 reais. Ou seja, um ajuste de apenas R$0,25 para cima.

Segundo o presidente, até o último reajuste da Petrobras feito na última quinta-feira (13/8) a gasolina subiu R$0,80 centavos nas refinarias. No entanto, ele afirma que os postos de combustíveis absorveram esse aumento até que ficassem com a margem de lucro zerada ou negativa e que somente agora decidiram rever os preços e repassar às bombas.

Há um mês, o Correio apurou que os preços dos combustíveis não passavam de R$ 4,24. Nesta segunda-feira (17/8), o preço da gasolina chega a R$ 4,49. Um dos postos que fica em Taguatinga Centro, na entrada da EPTG, vendia a gasolina a R$ 3,99 e. agora. está revendendo ao preço de R$ 4,23 o litro.

Para o presidente do Sindicombustíveis, os preços devem variar muito de posto para posto. “O mercado de combustíveis no DF está desconforme, não tem um padrão. Aqueles que estavam repassando por R$ 3,86, por exemplo, vão aumentar muito mais os preços dos combustíveis. Já aqueles postos que vendiam a R$4,25 e R$4,35 terão um reajuste menor para os seus clientes”, explica.

Além disso, ele explica que os postos também repassaram para as bombas o aumento da base de cálculo para a cobrança do Imposto sobre Circulação de Serviços e Mercadorias (ICMS) sobre a gasolina. O impacto, nesse caso, é de R$ 0,15. “Quando o cidadão vai abastecer, dos R$4,00 que ele paga, R$1,20 são de impostos que ficam para o GDF e R$ 0,70 centavos vão para o governo federal. O que a gente afirma hoje é que o preço adquirido pela revenda já está mais caro por causa dessa base do ICMS”, garante.

De acordo com apurações feitas pelo Correio, em 16 de julho, o menor preço da gasolina era de R$ 3,39. Hoje, o menor valor foi de R$ 4,23. Ou seja, quase R$0,85 centavos acima do preço que era vendido anteriormente. Desta vez, os valores ultrapassam os R$4.

Fonte: Correio Braziliense

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