Preços dos combustíveis seguem em baixa na Região Sudeste em maio

Preços dos combustíveis seguem em baixa na Região Sudeste em maio

Como ocorreu em março e abril, o preço dos combustíveis na Região Sudeste permanece em queda na primeira quinzena de maio. De acordo com levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), o gás natural veicular continua como o mais barato do Brasil, custando em média R$ 3,165, com queda de 2,41% em relação à última semana de maio. A gasolina teve queda ainda mais acentuada se comparado ao mês passado, 5,63% mais barata. Etanol e diesel tiveram, respectivamente, baixas de 6,15% e 7,18%.
Na pesquisa, o IPTL mostra que não houve mudanças no ranking de preços por estados em relação a abril. São Paulo continua liderando com os menores valores para todos os tipos de combustíveis pesquisados. A gasolina é comercializada a R$ 3,746, o etanol, apontado como o mais barato do Brasil, é vendido à média de R$ 2,384, o diesel comum e o S-10 são vendidos a R$ 2,974 e R$ 3,068, respectivamente; e o GNV é encontrado à média de R$ 3,029.

Já o Rio de Janeiro continua liderando com os maiores valores, com a gasolina a R$ 4,414, o etanol por R$ 3,556, o diesel, R$ 3,196 e o diesel S-10, a R$ 3,269. A única alteração no ranking de maio foi quanto ao preço mais alto do GNV que antes era de Minas Gerais, com R$ 3,370, e hoje está com o Espírito Santo por R$ 3,335.

Na visão do consultor de mercado da Edenred Brasil, Douglas Pina, os preços por enquanto não seguem o aumento nas refinarias: “No geral, o comportamento da Região Sudeste tem sido de baixa nos preços. O que mostra que os anúncios recentes de aumento no repasse da gasolina às refinarias ainda não se refletiram nas bombas nesses primeiros dias do mês”.

Demais regiões

Nos postos da Região Norte estão os Estados com o menor e o maior preço médio para a gasolina em todo o país: Amapá, com o litro vendido a R$ 3,343; e Pará, a R$ 4,430. No Nordeste, o destaque é para o maior recuo para o combustível entre todas as regiões brasileiras, com baixa de 6,79%, no comparativo com o fechamento de abril.

A Região Centro-Oeste apresentou baixa para o diesel comum e tipo S-10, e para a gasolina, porém o destaque foi para o etanol, considerado o valor mais baixo do País, comercializado a R$ 2,841, e queda de 7,13% em relação a abril.

Já os postos do Sul apresentaram o menor valor médio da gasolina (R$ 3,727) e para o diesel comum e S-10, comercializados R$ 2,841 e R$ 2,905, respectivamente. O estudo revelou ainda que o GNV é 4% mais barato no Sudeste do que no Norte, com médias de R$ 3,165 e R$ 3,302, respectivamente.
Por outro lado, o governo abriu mão de receitas no curto prazo, permitindo que empresas paguem tributos devidos agora apenas no fim do ano, uma maneira de aliviar o caixa das companhias no momento mais agudo da crise. Também aliviou a carga tributária sobre produtos médicos e sobre operações como empréstimos, para permitir que empresas e famílias renegociem dívidas com menor custo. Ao todo, R$ 43 bilhões deixaram de abastecer os cofres do governo no mês de abril.

Déficit no ano. No ano, as contas do governo central – que reúnem Tesouro Nacional, INSS e Banco Central – devem ter déficit de R$ 675,7 bilhões, de acordo com a previsão divulgada ontem. Quando considerados também Estados, municípios e estatais, o rombo deve chegar a R$ 708,7 bilhões, o equivalente a 9,9% do PIB. São valores sem precedentes na história do País.

Embora significativos, os valores foram calculados sem incluir eventuais prorrogações de programas criados durante a pandemia para combater seus efeitos econômicos e sociais. Integrantes do próprio governo, porém, já admitem que tanto o auxílio emergencial a informais quanto o benefício a trabalhadores com carteira assinada poderão ter de ser estendidos para além dos três meses de duração previstos inicialmente.

Segundo Mansueto, as contas ainda vão piorar muito porque o governo continua desembolsando recursos para fazer frente à crise, enquanto a arrecadação ainda sofrerá impactos pela desaceleração da economia. Em abril, o maior reflexo veio do adiamento dos tributos, mas nos meses à frente a queda na atividade econômica deve fazer com que as empresas paguem menos impostos e contribuições à Receita Federal, derrubando a arrecadação.

A projeção oficial do governo é de uma queda de 4,7% no PIB este ano, mas o próprio secretário do Tesouro Nacional admitiu que o tombo pode ser ainda maior.

Antes da pandemia, a meta fiscal para 2020 autorizava um déficit de R$ 124,1 bilhões. A decretação de calamidade pública, com aval do Congresso Nacional, afasta a necessidade de o governo atingir esse alvo.

Fonte: Estado de Minas

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