Recondução da diretoria do Sindcomb a novo mandato é marcada pela união dos agentes

Recondução da diretoria do Sindcomb a novo mandato é marcada pela união dos agentes

A recondução da presidente, Maria Aparecida Siuffo Schneider, e diretoria, na tarde de ontem, à liderança do Sindicato para a gestão 2018-2022, deu-se em meio à sensação de que o grande adversário não está entre revenda, distribuição e agente regulador. Que o inimigo é comum: ilegal, sonegador, adulterador, corrupto. E que o Governo contribui com sucessivas altas nos impostos e com a divulgação de informações distorcidas sobre o setor. Diante deste quadro, os três agentes firmaram um pacto de união pelo combate a essas deturpações e à retomada do crescimento.

A presidente destacou que assumiu o Sindicato, em 2014, com cadastro ativo de 900 postos revendedores no Município do Rio, na ANP. Quatro anos depois, a empresária constata que são pouco mais de 680. “Depois de usar o segmento para fazer caixa, o Governo divulga que somos os responsáveis pela alta dos preços dos combustíveis. Mas nós perdemos pelo menos 5% de margem e também litragem”, afirmou.

Maria Aparecida reiterou o seu compromisso com a categoria, ao lado da Fecombustíveis – da qual é vice-presidente, e da CNC, responsável por acompanhar as centenas de projetos de lei na esfera federal que, de alguma maneira, afetam a revenda. A revendedora pediu união aos associados, parceria às distribuidoras, e diálogo à ANP.

O presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda Soares, declarou estar sufocado pela burocracia brasileira. O empresário mineiro lembrou que, no País, para funcionar, um posto precisa de 10 a 14 licenças – todas com prazos de validade distintas. “Países do Primeiro Mundo exigem, no máximo, três licenças.” Paulo Miranda contou que denunciou, durante um Seminário, a existência de 150 postos, em São Paulo, pertencentes ao comando PCC. Por isso, contou, foi convocado a prestar esclarecimentos ao Ministério Público estadual. – Ao me preparar para o depoimento, apurei que não são 150, mas 220 postos operados por bandidos. São eles que destroem o nosso negócio. Este estado de coisas me desanima – desabafou.

O presidente de honra da Fecombustíveis e pai de Maria Aparecida, Luiz Gil Siuffo Pereira, chamou a atenção para o início da Operação Lava-Jato, deflagrada em 2014 pela Polícia Federal. “Começou com um posto, em Brasília, aplaudido por vender a gasolina mais barata da região. Afinal, era bandido. Os honestos, que cobravam preços reais, eram condenados pela sociedade.” Aos 86 anos de idade, Gil Siuffo deu um conselho à plateia: – mantenham a ética e a honestidade. O lado correto é o que vai prevalecer.

Francisco Nélson Castro Neves, superintendente de Fiscalização do Abastecimento da ANP, admitiu que a agência reconhece a necessidade urgente de aprimoramento. Castro Neves anunciou que, com a firme atuação do Sindcomb, o regulador entendeu que pequenas variações na pressão do GNV por conta da instabilidade do fornecimento não ocorrem por responsabilidade do posto. Logo, o varejo deixa de ser passível de autuação criminal, permanecendo a punição administrativa.

O responsável pela fiscalização do abastecimento de combustíveis do País afirmou que o trabalho dos agentes está mais equilibrado, mesmo que por natureza coercitiva, com o objetivo de permitir o desenvolvimento da atividade econômica. “Percebemos o acirramento do ambiente concorrencial, o aperto das margens, e estamos tentando separar o joio do trigo nas fiscalizações”, afiançou. “Apesar do contingenciamento, a pressão dos órgãos fiscalizadores sobre os criminosos é acirrada. Identificamos mais de oito pontos de roubos de dutos com gasolina e diesel puros.” As ações resultaram prisões e no encerramento de empresas. Castro Neves destacou a importância da participação da sociedade civil e adiantou que a Agência tem uma importante agenda para este ano.

O presidente da associação Plural (antigo Sindicom), Leonardo Gadotti Filho, vislumbra um cenário desafiador, em parte por conta da desinformação em torno da paridade dos preços dos combustíveis com os do mercado internacional. Preço da gasolina, entende Gadotti, deve ser igual a qualquer commodity. “O desafio é ensinar ao Governo e à população que a realidade nos preços dos combustíveis é diferente daquela do passado.”

O executivo noticiou o lançamento nacional da campanha “O Problema não é o Posto, é o Imposto”, para demonstrar que dificilmente haverá outro setor tão competitivo como o dos postos revendedores, que oferecem basicamente dois produtos. “Basta de o Governo criar factóides para elevar a sua popularidade. Precisamos de um ambiente de negócios saudável, sem concorrentes inescrupulosos. O Movimento Combustível Legal segue esta linha, com o apoio da OAB, Polícia Federal, Firjan, Fiesp, que vem no movimento um Brasil melhor”.

Impecável, aos 87 anos, o secretário-executivo do Sindcomb, Maurício Ferraz, responsável pelo cerimonial, apresentou cada palestrante da mesa com profundo conhecimento, como a presidente, a quem Seu Maurício conhece desde os quatro anos de idade.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindcomb

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