Roubo de combustível já causou acidentes graves e deixou centenas de mortos

Roubo de combustível já causou acidentes graves e deixou centenas de mortos

O roubo de combustível geralmente leva a graves acidentes, com alto número de mortes. Em janeiro, 89 pessoas morreram e 55 ficaram feridas depois da explosão de um oleoduto da estatal petrolífera Petroleos Mexicanos (Pemex) em Tlahuelipan, ao norte da Cidade do México. O acidente aconteceu quando cerca de 200 pessoas aproveitavam um vazamento no duto para roubar gasolina. O combustível criou uma espécie de barreira de fogo e as cercou.

Outra explosão de um oleoduto matou mais de 200 pessoas em Lagos, na Nigéria no fim de 2006. A tragédia ocorreu quando um grupo de jovens perfurou o duto para roubar gasolina, uma prática que já causara outros acidentes. Em maio do mesmo ano, pelo menos 150 pessoas morreram em Lagos numa situação semelhante. E, em 1998, no pior acidente do tipo, quase 1.100 pessoas acabaram mortas na cidade de Jesse, quando um duto explodiu após uma tentativa de roubo.

No Brasil, a polícia descobriu em janeiro um esquema de furto de combustível numa casa em Campinas, São Paulo, onde foram encontrados 5 mil litros de etanol. Este era retirado diretamente de um duto da Petrobras que ficava em um terreno vizinho à residência através de um túnel construído pelos suspeitos. Os policiais calcularam que eram roubados 400 litros de etanol por dia.

Quando não há mortes por incêndios, elas ocorrem em confrontos com as forças de segurança. Ainda no México, em junho de 2017, cinco pessoas morreram em uma operação das forças de segurança contra o Los Bukanas, um dos grupos mais atuantes no roubo de combustível no estado de Puebla. Quatro das vítimas eram supostos membros do grupo — uma gangue violenta que vende gasolina roubada por meio de torneiras ilegais instaladas em gasodutos da petroleira estatal. A prática custa ao Estado cerca de US$ 1 milhão por ano.

Fonte: O Globo

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