Secretário nega volta do imposto sindical

Secretário nega volta do imposto sindical

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, foi enfático ao voltar a negar que o governo patrocinará qualquer projeto que proponha o retorno do imposto sindical.

“Eu sou o Rogério Marinho, relator da reforma trabalhista. Eu paguei um preço (não ser reeleito) pelo fim do imposto sindical. Em nenhum momento defendemos no passado, defendemos agora ou defenderemos no futuro a volta dessa obrigatoriedade”, disse Marinho, após evento em que divulgou que a economia com as quatro propostas de Previdência aprovadas este ano devem render economia de R$ 1,3 trilhão em dez anos para União, Estados e municípios.

O governo estuda enviar ao Congresso uma proposta de reforma sindical e criou um grupo de trabalho, coordenado por Marinho. Mas o secretário afirmou que a proposta não inclui uma nova fonte de financiamento para os sindicatos. No grupo, há quem defenda a ideia, mas Marinho fechou a porta para essa possibilidade.

“A linha mestre do trabalho desenvolvido pelo grupo de estudo é a retirada do Estado da relação entre quem emprega e quem trabalha. Se houver alguma proposta nesse sentido, não há nenhuma possibilidade de prosperar. Essa é uma posição minha, do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente Jair Bolsonaro. Não há

como defender a volta da compulsoriedade”, completou.

O grupo de trabalho deve apresentar um relatório final até 10 de fevereiro. Segundo o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, os especialistas que fazem parte do grupo trabalham com autonomia e os relatórios preliminares já apresentados ainda não teriam sido analisados pela pasta.

Fonte: O Estado de S.Paulo

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