Vibra Energia vai oferecer o combustível que o consumidor precisar

Vibra Energia vai oferecer o combustível que o consumidor precisar

Vibra Energia, novo nome da BR Distribuidora, foi lançada, na quarta-feira, para oferecer ao consumidor o “combustível que ele precisar”, disse Wilson Ferreira Júnior, presidente da empresa, ao Estadão/Broadcast. Os postos varejistas vão continuar ostentando o nome da Petrobras, da qual é originária. Mas os negócios que vierem pela frente vão nascer com a nova identidade. A intenção é inserir a companhia – há 50 anos vendedora de produtos fósseis e poluentes, como gasolina e óleo diesel – no mapa da transição energética. Uma das alternativas em análise, por exemplo, é comercializar gás metano, ‘mais limpo’. Parcerias nessa área devem ser anunciadas em breve, antecipou Ferreira Júnior.

O gás metano é produzido a partir da decomposição de materiais orgânicos. Por isso pode ser extraído do lixo. Como as conversas com possíveis parceiros ainda estão acontecendo, Ferreira Júnior preferiu não detalhar como a empresa vai entrar nesse mercado.

“Somos o cara que vai comprar no mundo, vai comprar aqui (no Brasil) e vai entregar. Somos quem vai atrás do que você precisa e te entrega, no prazo mais rápido, e com o melhor preço. Isso é o que torna a gente muito útil”, disse o executivo, enfatizando que a BR mudou de nome, mas pretende continuar se diferenciando pela sua grande capilaridade logística, por ter uma infraestrutura de armazenamento e transporte maior do que a das suas principais concorrentes.

Num primeiro momento, os combustíveis derivados do petróleo continuam a ser o carro-chefe da distribuidora. Mas a empresa já prepara o terreno para uma virada que deve se consolidar, definitivamente, num horizonte de, no máximo, duas décadas. Até lá, a Vibra tem a garantia de poder ostentar a marca BR em seus postos, como previsto em contrato com a Petrobras. Depois disso, ela vai poder escolher usar seu próprio nome ou renovar o acordo com a petrolífera estatal. Mas isso ainda não está definido.

“Esse relacionamento que a companhia tem no Brasil e no exterior (como importadora de combustíveis) e nossa capacidade de entregar é o nosso jeito de ser. Vamos fazer assim com o GNL (gás natural liquefeito), com energia elétrica, com hidrogênio… Queremos escalar por aí”, acrescentou o presidente da Vibra.

No setor elétrico, a empresa é dona de 70% de uma comercializadora. E, assim como desenvolveu uma operação de grande porte nessa área, o mesmo deve ser feito no segmento de GNL, segundo Ferreira Júnior. “Não precisamos produzir. Temos escala para distribuir. A importação de GNL é só o começo. Tem que liquefazer no terminal, transportar no caminhão, que é uma coisa que a gente já faz, e regaseificar para entregar ao consumidor. Esse é o nosso negócio”

A Vibra será o guarda-chuva dos ativos e serviços tradicionais e dos que serão incorporados. Em breve, a empresa será também negociada na B3, no lugar das ações BRDT, que vão desaparecer. Mas só o nome vai ser substituído, o papel continuará o mesmo.

Planejamento

A mudança de nome começou a ser preparada, na verdade, antes mesmo de a Petrobras vender sua participação remanescente na empresa, no início de julho deste ano. Mas, Ferreira Júnior conta que o projeto de inserir a distribuidora na transição energética foi idealizado por ele e apresentando ao conselho de administração quando ainda era presidente da Eletrobras. O executivo assumiu o cargo em março.

“Eu estudava muito o tema do meio ambiente e acho isso inexorável. Na minha conversa com os conselheiros que me entrevistaram, eu coloquei essa história.

Esse é o papel que a gente vai poder exercer e bem. Fica sempre mais difícil para um produtor (de combustíveis, como a Petrobras) fazer diferente. O produtor se vicia naquilo. Ele fica comprometido a vender aquilo, seja isso bom ou ruim, seja uma refinaria ou uma plantação de etanol. Do nosso lado, ter a liberdade de, junto com o cliente, estudar o que é melhor para ele, não tem preço. É nisso que quero ser diferente”, disse o presidente da Vibra.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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