Volkswagen inicia férias coletivas no ABC e estende paralisação em Taubaté

Volkswagen inicia férias coletivas no ABC e estende paralisação em Taubaté

Em meio à crise de escassez de suprimento de semicondutores, a Volkswagen iniciou nesta segunda-feira um período de férias coletivas de 20 dias para o primeiro turno de sua fábrica em São Bernardo do Campo, e vai estender por mais 10 dias a paralisação de parte de sua planta em Taubaté (SP).

A medida em São Bernardo atinge 1.500 trabalhadores da planta, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos. “Ao término dessas férias há a possibilidade de mais 20 dias de férias para o outro turno”, afirmou a entidade em nota.

Segundo a companhia, a manutenção da escassez de capacidades de semicondutores “tem gerado problemas no abastecimento da indústria automotiva ao redor do mundo”.

Na sua fábrica em Taubaté (SP), onde são produzidos os carros Gol e Voyage, a montadora já havia comunicado que pararia as atividades por 20 dias a partir de 12 de julho. A medida atinge 2.000 operários.

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Na última sexta-feira, o sindicato dos metalúrgicos de Taubaté afirmou que a Volkswagen vai, após esse período, estender as férias coletivas por mais 10 dias para um grupo de 800 trabalhadores. Segundo a entidade, este é o segundo período de férias na planta por falta de componentes neste ano. O primeiro foi entre 7 e 16 de junho.

Em nota, a empresa diz que nos últimos meses “tem trabalhado intensamente, em parceria com a matriz e fornecedores, para minimizar os efeitos da escassez de semicondutores para a produção em suas fábricas na região. Entretanto, o cenário atual não demostra o encaminhamento para uma solução definitiva visando a normalização do fornecimento de chips”.

O problema de falta de matéria-prima para a produção de veículos já afetou neste ano a produção da General Motors, da Honda e da Hyundai no país.

A questão é considerada um efeito colateral da pandemia do coronavírus, que levou a China, principal produtora dos semicondutores, a redirecionar parte de sua produção ao mercado interno e a regiões e segmentos econômicos com maior poder de compra.

O setor automotivo, nessa dinâmica, perde a preferência para setores como os de celulares, TVs, monitores e games, que pagam mais pelas peças.

Segundo estimativa do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), com base em um estudo da consultoria Boston Consulting Group (BCG), Luiz Carlos Moraes, a falta de semicondutores fez a indústria automotiva brasileira deixar de produzir entre 100 mil e 120 mil veículos no primeiro semestre deste ano.


Fonte: O Globo

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